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Quarenta anos depois, por onde anda o lendário barril do Chaves?

Depois do fim do seriado que percorreu o mundo nos anos 80, surge um grande enigma: O que aconteceu com a casa do Chaves? Hoje é possível encontrá-lo

A série mexicana Chaves (originalmente El Chavo del Ocho) rompeu fronteiras entre os países. No ano de seu lançamento, em 1973, o sucesso já era tão grande no México que rapidamente foi transmitido para outros países da América Latina. Para um mundo sem internet como eram os anos 70, isso é uma grande conquista. Chaves também quebrou as fronteiras do tempo, e é passado de geração em geração. Os mais velhos conhecem os diálogos canônicos de cor. Os mais novos, às vezes, assistem à uma cena repetida à exaustão por canais de TV a cabo. Sem dúvidas, o programa segue vigente.

O barril do Chaves é um dos elementos mais icônicos do programa. E todos, personagens e audiência, todos queriam saber o que tinha lá dentro! Os mais fanáticos pela obra de roteirista e diretor Roberto Gómez Bolaños (conhecido como Chespirito, que também dá vida ao Chaves) insistem em procurar a atual localização do barril.

Mas afinal, cadê o barril do Chaves?

Alguns meios de comunicação afirmam que o barril foi vendido após o cancelamento do seriado, em 7 de janeiro de 1980, para uma vinícola espanhola em um leilão por US$270. O nome da vinícola foi mantido em siligo para a segurança dos proprietários e do próprio barril. Como a casa do Chaves era feita de carvalho francês, ele provavelmente estaria em muito boas condições, embora seja impossível que, devido a insetos e cupins, ele não escape da deterioração.

A vinícola fica em La Rioja, no norte da Espanha. Embora alguns digam que o barril ainda está nos estúdios da Televisa, no México, ou a venda no Mercado Livre, a teoria mais aceita é a de que o barril foi comprado para estocar vinho.

O barril tem capacidade para 225 litros e foi vendido por 3.251 pesos mexicanos, equivalentes a R$ 650. Calcula-se que foram produzidas 300 garrafas de vinho, vendidas por aproximadamente R$ 175 cada.

Mas a localização atual não é a única dúvida que os fãs têm. Muitas teorias tentaram explicar o que havia dentro do barril ou descobrir se aquela era a casa do Chaves ou se ele dormia em outro lugar.

Por um lado, é importante dizer que o protagonista vivia dizendo que o barril não era sua residência, mas o apartamento nº 8 do bairro. Ainda assim, essa porta nunca foi vista na série.

A origem cínica do barril

Aliás, como tudo que cerca o barril do Chaves é, no mínimo, curioso, não poderíamos deixar de falar do conceito por trás  dele.

A ideia de um homem pobre e desapegado de bens materiais vivendo em um tonel de madeira não foi uma ideia original do Chespirito. Na verdade, é bem antiga. Tem cerca de 2.500 anos. E vem da Grécia antiga.

Assim como o Chaves, o filósofo grego Diógenes de Sínope (445-365 a.C.) vivia em um barril de madeira e tinha muito pouco para chamar de seu. Também era desprezado por quem morava por perto mas, no final das contas, era conhecido como uma sábio. Diógenes é o maior representante da filosofia do Cinismo. E isso não tem nada a ver com o que você tá pensando. A filosofia cínica (do grego kynismós, que significa “como um cão”) pregava o total desapego pelo dinheiro, pelas posses e pelos prazeres mundanos. Os adeptos dessa corrente abdicavam de todos os seus bens para viver uma vida simples e destinada ao estudo e ao entendimento da felicidade e da moral verdadeira.

Barril do chaves

Foi só na Renascença, por volta de 1600 d.C, que a palavra “cinismo” se tornou o que é hoje. Acontece que um grupo de pseudo-filósofos pregava que todos deixassem as riquezas de lado e abraçar a pobreza e a filosofia. Mas eles, na verdade, não faziam nada disso, e viviam em grandes castelos cheios de luxo e abundância. Os outros intelectuais da época, para criticar a hipocrisia dos “cínicos”, passaram a usar a palavra como um sinônimo de falsidade e dissimulação.

Quem diria que o Chaves era cult assim, hein?

Você pode assistir ao seriado pelo SBT, nos sábados às 6h00 e nos domingos, às 9h30, ou pelo canal Multishow Brasil de segunda a sexta (8h30, 16h, 0h30 e 2h30).

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