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Jon Jon fala sobre sucesso na infância e trajetória na música

Com toda a certeza você já ouviu o verso “De segunda a sexta esporro na escola, sábado e domingo eu solto pipa e jogo bola”. A estrofe faz parte do single de Jonathan Costa, que com apenas oito anos estourou em todo o Brasil. Conhecido como “Jonathan Da Nova Geração”, ou apenas Jon Jon, o artista traz o funk e o amor pela música herdado de seus pais, Rômulo Costa e Verônica Costa, fundadores da Furacão 2000.

Jon Jon seguiu dando continuidade em sua carreira, mas escolheu explorar novos horizontes. Durante esses 20 anos que somam sua trajetória, o funkeiro já passou por diversas etapas na vida, incluindo até mesmo a profissão de apresentador. Mas o amor pela música sempre prevaleceu, e Jonathan se encontrou sendo DJ.

O artista sempre gostou de ver as produções musicais e de estar presente na montagem dos bailes. Depois de mergulhar de vez no meio musical, percebeu que é exatamente isso que o faz feliz . Agora viaja o Brasil com seu próprio baile e tem um projeto para ajudar novos talentos que sonham em ter uma carreira artística.

Jonathan está sempre se reinventando e trazendo lançamentos para o público. No último dia 06, o funkeiro estreou o single “Hipnotizou”, em parceria com Bru22 e Matheus Alves. À faixa chegou acompanhada de um videoclipe que já está disponível no canal de Jon Jon. Assista:

Nós da Latinos Brasil, tivemos a oportunidade de bater um papo com Jon Jon. Ele nos contou um pouco sobre como foi a experiência de ter tanta fama sendo tão novo, nos falou sobre lançamentos, projetos futuro e muito mais!

Confira a entrevista completa:
LB – Jon, você ficou conhecido ao fazer uma versão da música “2ª a 6ª”, da Furacão 2000. De onde surgiu a ideia de criar esse single?

Jon Jon: Então, essa canção para mim foi um verdadeiro presente. Uma música atemporal, onde qualquer um que tenha passado pela escola ou pela faculdade vai se deparar com a rotina, e, provavelmente, vai cantar de “De Segunda a Sexta” (risos). Ela surgiu na época da Furacão 2000. Sou intérprete dessa música que retrata o cotidiano do jovem de um modo geral. Eu a acho muito engraçada! Na verdade, trata-se de uma versão mirim de uma outra composição, que fez muito sucesso na época.
A letra dizia mais ou menos assim: De segunda a sexta / Esporro do patrão / Sábado e domingo / Vou curtir com a Furacão.
Ou seja, como éramos crianças, ainda não trabalhávamos, e logo não tínhamos esporro do patrão e, muito menos, podíamos curtir a Furacão. Daí foi criada a versão que canto: De segunda a sexta / Esporro na escola / Sábado e domingo / Solto pipa e jogo bola.

LB – Você era apenas uma criança quando ganhou notoriedade no Brasil todo. Como conciliava a fama com a infância?

Jon Jon: Foi divertido, ainda que meus pais fossem exigentes com a nossa educação. Tínhamos minha irmã e eu uma rotina em casa muito parecida como a de qualquer criança naquela idade. Além de limites, havia algumas tarefas que precisávamos cumprir para poder brincar. No meu caso, ao invés de ir brincar na rua, pedia para ir para o estúdio. Com isso, acabava acompanhando os meus pais nos programas de rádio, nas gravações e nos programas de TV.

Cresci admirando o que eles faziam. Acabei me apaixonando pela música! Infelizmente, aos sete anos de idade fui proibido de cantar. Não entendi muito bem o motivo disso, já que eu frequentava a escola, e cumpria as minhas tarefas em casa. Nunca foi para mim um fardo ser reconhecido nos lugares. Eu encarava isso tudo de modo muito tranquilo. A coisas sempre se encaixaram muito bem, sem atropelos.

LB – Já se passaram mais de 20 anos desde que você explodiu com o single. O que mais mudou de lá para cá?

Jon Jon: Maturidade. Hoje sou pai, tenho minha própria empresa, e sigo com muitos sonhos, pretendendo realizar todos eles. Tudo sempre dentro do universo funk, essa família que amo infinitamente. De lá para cá o que mudou foi a maturidade.

LB- Você tem um projeto que dar voz a novos talentos do funk. Como surgiu a ideia de cria-lo?

Jon Jon: Surgiu de tanto ver meus pais fazerem isso. Ambos sempre revelaram novos talentos. Me apaixonei por essa coisa. E o funk é isso: inovação. O Brasil tem muita gente boa precisando de uma oportunidade; não só no movimento funk. É muito satisfatório poder abrir as portas para alguém. Quando saí da Furacão 2000, sofri muitos preconceitos, inúmeras portas se fecharam para mim. De lá para cá me prometi que eu seria uma ‘chave’ para as pessoas que precisassem de uma ajuda. A Ranking Records, por exemplo é um selo que está vindo com muita gente de talento, que todos podem acompanhar pelas redes sociais.

LB – Recentemente você deu uma declaração em apoio a dois funkeiros que receberam intimações por supostamente estarem fazendo apologia ao crime, e diz acreditar que o funk sofre preconceito das pessoas que não entendem a cultura do gênero. Como você lida com toda essa situação?

Jon Jon: Não me parece ser a medida mais acertada. O autor quando escreve uma letra de música, geralmente se inspira na própria realidade. O fato talvez do conteúdo não ser agradável a todos da mesma maneira, não inviabiliza a liberdade criativa do compositor. Acredito que haja coisas mais sérias acontecendo na sociedade, que mereçam maior atenção das autoridades do que o que é dito numa letra de música.

LB – Você lançou o single “Hipnotizou”. Como foi o processo criativo da canção?

Jon Jon: Foi baseado numa conversa no estúdio, onde lembrávamos de uma menina que um colega conheceu e se apaixonou. Essa menina chamava a atenção dele pela atitude desinibida, assertiva e determinada.

LB -O que podemos esperar do “Jon Jon” no futuro? Tem mais novidades vindo por aí?

Jon Jon: Uma evolução constante! (risos). Espero estar mais maduro, mais consciente, ter aprendido com meus erros, ter descoberto o caminho certo através de tudo que eu possa ter feito de bom. Minha própria interatividade me impõe que sempre esteja pensando em novidades. Com certeza elas virão!

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