Para uma plateia de aproximadamente 42 mil pessoas, Shakira apresentou o primeiro show da El Dorado World Tour na noite de domingo (21), no Allianz Parque, em São Paulo. Faziam sete anos que o público brasileiro não recebia um show da colombiana e ela deu fim a essa pausa da melhor maneira possível.

No melhor estilo ♫ mi casa, su casa, Shakira, Shakira ♪, a cantora fez do estádio do Palmeiras sua casa e entregou seu coração a uma legião de amigos, como ela mesma chamou, e a quem fez questão de agradecer por estar presente em sua vida e por deixa-la fazer parte da nossa, e, principalmente, por não desistir dela, mesmo após sete – longos – anos do último show por aqui, o que nos é impossível, não é? Afinal, a gente não encontra forma alguma de esquece-la porque seguir amando-a es inevitable.

Assim como será inevitável reviver cada minuto da noite desse domingo vinte e um de outubro, onde Shaki apresentou um pouco de cada fase de sua carreira, desde Dónde Estás Corazón, , Rabiosa, Loca, Chantaje e Amarillo.

Amarillo, que pra mim, era a música mais aguardada e que me encheu os olhos de lágrimas por toda a sincronia de luzes, letra e energia que a canção passou. Energia essa que foi de arrepiar cada pelinho do corpo em cada uma das músicas.

View this post on Instagram

Brasil, Eu te amo! Obrigado! Shak

A post shared by Shakira (@shakira) on

E a El Dorado World Tour nem sentiu falta de uma grande estrutura de palco e de uma grande escalação de bailarinos, pois a anfitriã tem jogo de cintura e presença de palco suficiente para tirar do show todos os que decidiriam dormir um pouquinho menos – no meu caso específico, várias hora a menos – de domingo para segunda.

O sono em excesso na segunda foi recompensado pelo show incrível, que desde as filas foi muito bem planejado, com abertura do duo de DJs e produtores musicais, Cat Dealers, que começaram pontualmente às 19h30, assim como o show ao vivo de Shakira, que apesar de ter tido setlist, coreografia e falas perfeitamente planejadas e iguais à shows de outros países, não deixou a peteca cair e arrasou mostrando a grande artista versátil que é.

Ela passou pelo pop latino, reggae, reggaeton, pop rock e músicas mais românticas, as chamadas baladas. Falou em português, espanhol e inglês. Tocou bateria, teclado e violão. Mas o que tatuou o show no coração de cada um que estava ali foi sendo ela mesma, mostrando a pitada latina típica que só a Shakira tem e que só assim ela sempre nos deixa com um gostinho de que quero mais.

Quero mais Chantaje, Loca, Rabiosa, Perro Fiel, Waka Waka, mas, também, quero – queremos – mais Inevitable, Tú, Antologia, Si Te Vas, Me Enamoré, Tonelas. Queremos mais Shakira e não só daqui mais sete anos, queremos ya!

Foto: @jeehcandy