Feat dos Sonhos? Música x Raízes? Confira nossa entrevista com Gabily, MC Rebecca e Rick Joe

Na última semana estivemos presentes na Universal Music Brasil para conversar e sabermos mais sobre o lançamento de “Revezamento”, parceria entre Gabily, MC Rebecca e Rick Joe.

Revezamento acabou sendo uma música ‘de’ e ‘para’ o Carnaval! Ambientado dentro de um bloco de Carnaval, o videoclipe de Revezamento foi gravado em um local turístico, histórico e bem característico dessa enorme festa popular na cidade do Rio de Janeiro: o Arco do Teles. O clipe, que foi lançado no dia 8 desse mês, já conta com quase 2 milhões de acessos.

Bastidores do videoclipe de Revezamento. Da esquerda pra direita: Gabily, Rick Joe e MC Rebecca.

Com toda uma pegada chiclete para o Carnaval, por incrível que pareça Revezamento não foi pensada para o Carnaval. Curioso, não? A música teve um planejamento bem pensado, apontando para algo que tivesse na essência do riff o pop, sem deixar de lado o gênero musical predominante no Rio de Janeiro: o funk. Segundo Rick Joe, a música veio como um presente dos amigos Jefferson Jr e Umberto Tavares e a parceria com MC Rebecca, que já era planejada, e o nome de Gabily, que até então não havia amizade antes disso, não poderia ter sido melhor.

Conversamos um pouquinho em particular com a Gabily, em um papo super descontraído e com direito a perguntas de fãs e nosso PING PONG. Confira:

Aproveitamos a oportunidade para matarmos algumas curiosidades com o trio. Confira abaixo:

LB: Vocês possuem alguma referência de artistas latinos ou de música latina? Sabemos que a nossa música é latina, mas a pergunta é em referência a música latina em espanhol, esse ritmo que está dominando no momento. Vocês tem algum feat dos sonhos?

Gabily: A gente pode falar dos crushs? Maluma, J Balvin.. pode ser eles? (risos) Eu tenho muitos sonhos, não dá nem pra descrever aqui ou falar com quem eu teria vontade de fazer um feat. São muitos cantores incríveis! Eu acredito que a música latina seja a que hoje lidera em todos os aspecto. Temos muitos artistas fortes nos Estados Unidos, falando de artistas mundiais como Drake, Ariana Grande, Selena Gomez que lideram lá fora, mas falando do latino, que é algo mais quente, caliente, é uma coisa que traz mais envolvimento. Eu teria sonho de fazer com qualquer artista latino.. eu toparia! Não tenho um nome, o mercado latino é incrível.

Rebecca: Eles são incríveis mesmo, a música é impecável!

Rick Joe: No ano passado eu fiz duas colaborações com nomes latinos: “Todita” que contou com a participação da Lary – que é uma cantora aqui do Rio de Janeiro – com Alma Ink da Colômbia; fiz também “No Me Dejes Escapar” com a Sheely Costa, onde o feat. ficou em primeiro lugar na Venezuela. Tudo com a mistura de culturas e estilos: Brasil x Colômbia, Brasil x Venezuela. Mas assim, sonhando muito alto, meu sonho é produzir alguma coisa com a Camila Cabello.

LB: E você Rebecca, tem algum artista específico com quem queira colaborar?

Rebecca: Tenho e é com a Karol Conka, mas acaba não tendo muita relação com o reggaeton, mas é um sonho que irá se realizar.

LB: Então irá rolar um feat seu com a Karol?

Rebecca: Então, na verdade é uma parceria, um quarteto: Eu, WC no Beat, Karol Conka, Mc Rogê e Djonga.

LB: E já tem data de lançamento?

Rebecca: Provavelmente no dia 23 (de fevereiro). Tô muito ansiosa!

LB: E participações em shows entre vocês? Podemos esperar?

Gabily: Ahh, lógico!

Rebecca: Vai ser legal! Eu nunca fiz, mas será um prazer.

Rick Joe: Com certeza! Vai rolar essa colaboração, esse revezamento.

Gabily: A gente vai revezar fácil!

Rebecca: É só ver as agendas direitinho.

Quando perguntados sobre as influências de suas origens e vivências em seus trabalhos, em suas carreiras de modo geral, assim como as barreiras e limites da música:

Rebecca: Eu tento sempre em minhas músicas passar uma mensagem para que todos que escutem possam ser atingidos. Eu vim da favela, então eu já nasci vendo muita coisa lá e eu quero trazer as histórias para o mundo todo assistir também e se identificar.. não só da favela mas de outros lugares também.

Gabily: Eu fui nascida e criada em São João Caxias. Não é especificamente dentro da comunidade mas eu convivia com pessoas de lá. Eu acho que a cada música que a gente lança é um contexto diferente que tentamos passar e isso não significa que em todas as músicas estaremos falando de algo pra atingir diretamente a comunidade, sabe? A gente pensa como um todo. A Rebecca, por exemplo, quebrou paradigmas porque ela cantava “Cai de boca no meu b****…“, e isso era lá na comunidade e você vê hoje em dia muita patricinha cantando. Então não tem muito termômetro hoje em dia de “classe social”. A música quebra todas as barreiras, quebra regras. Se a música pegou, qualquer pessoa vai cantar! Tem o exemplo da Ananda, que canta “Eu quero que tu vá, vá tomar no..” e é uma música que xinga todos os palavrões possíveis. Você vai ouvir um milionário, de máximo poder executivo, e um pobre cantando também. A música serve pra unir todas as classes, todo mundo passa a estar no mesmo universo, curtindo o mesmo som.

Rick Joe: Eu também vim da comunidade, sou favela total. Eu já nasci no funk praticamente. Só que hoje é um momento diferente, não só no funk. Quem diria que no RJ e SP estariam consumindo o brega do Nordeste? Jamais. E hoje em dia é um ritmo que está no topo das paradas. Hoje tudo acaba em funk também, né? E apesar de ser em festa de rico ou pobre, o funk está em tudo. O que estoura e acaba virando os grandes hits vem da comunidade, da periferia, e todo mundo acaba abraçando; ao contrário não acontece muito: o que vem da burguesia não entra na comunidade. É da comunidade que sai as coisas, não só para o Brasil mas para o planeta! O mundo inteiro acaba consumindo o que vem da comunidade.

Ainda falando sobre o funk, Rick Joe completou:

Rick Joe: O funk, 20 anos atrás, era coisa de bandido, era muito discriminado, parecia que era proibido de cantar! Mudava o governo, mudava o prefeito e a gente ficava apreensivo pra saber como seria. Muitos foram presos. Para estar onde o funk está, muitos pagaram um preço muito alto. Eu trabalhei na Furacão 2000, eu comecei na Furacão e o próprio Rômulo Costa foi preso; o MC Sapão foi preso. Por isso que eu falo: a galera que tá chegando agora tem que ter muito carinho, sabe? Não com as pessoas mas sim pelo movimento, porque muita gente sofreu pro funk estar onde está.

Agradecimentos: Mariane Barcelos, Jornalista; Fã Clube Conexão Gabily; Universal Music Brasil

Nossa aposta é: Revezamento está com tudo para ser um dos maiores hits do Carnaval! E pra vocês? 😉

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