Pink Money é sim a nova forma de apropriação.

Não é de hoje que os artistas, em geral, vêm utilizando da “bandeira” LGBTQ+ para, a partir do discurso dessa classe, crescerem no mercado e na fama, gerando o ,pouco comentado até então, “Pink Money“. Esse termo trata de nada menos que uma forma de capitalismo em cima da causa LGBTQ+. Artistas como Anitta, Jojo Maronttinni, Inês Brasil, Joelma e entre outros já tiveram casos de uso da causa de tal minoria para alcançar algum tipo de sucesso ou a mínima repercussão que seja.

Alguns desse artistas, anteriormente citados, possuem casos de homofobia no passado, onde, de alguma forma, atacaram algum/ns membro/s da comunidade LGBTQ+ e algum tempo em seguida trouxeram algum conteúdo utilizando-se do discurso dessa minoria. Deixando assim claro o uso apenas com o intuito de lucrar. Obviamente não podemos ignorar as exceções que para tudo existem. Não podemos dizer que alguém que falou certa coisa no passado não tenha aprendido com seus erros e tenha evoluído. Seria algo bastante radical e desumano, mas também não podemos perdoar a todos sem antes analisar o contexto da situação e observar se a pessoa realmente aprendeu com os seus erros.

Nessa ultima semana o termo “Pink Money” tem sido bastante comentado e debatido entre as pessoas, pois no dia 09 de Julho, o cantor Nego do Borel lançou o clipe da música “Me Solta“. Acontece que o clipe gira em volta de um travesti “interpretado” em tom de deboche e de generalização pelo cantor. Além disso, Nego, em um momento do clipe, beija outro rapaz, fazendo uma apelação imensurável à polêmica e a viralização de seu clipe. Entretanto, o que chocou mais as pessoas foi o fato do cantor ja ter sido visto em um foto com o candidato à presidência, Jair Bolsonaro. Atitudes contraditórias, não?

Cantor em seu clipe e o cantor ao lado do Bolsonaro

Já hoje (12/07) a cantora Jojo Maronttinni lançou a sua mais nova música “Arrasou Viado“, escrita por Anitta, a música é uma apelação descarada ao hit. É uma cansativa repetição de um bordão, usado bastante pela comunidade LGBTQ+, algo que a cantora utilizou em sua primeira música, “Que tiro foi esse?”, dessa forma Jojo tenta emplacar mais um hit, da mesma forma que aconteceu com a sua primeira música. Porém, o que ela não esperava era uma parcela de rejeição por parte do público, o qual afirma ser bastante incoerente o uso da classe como “homenagem”, afinal a cantora foi homofóbica em seu Instagram em um caso nos últimos meses. A cantora chamou um seguidor de “baitola”, termo esse que é usado de forma pejorativa.

A única diferença entre Nego do Borel e Jojo Maronttinni é que a Jojo, mesmo querendo lucrar em cima da comunidade, apresenta uma mensagem de conscientização em seu clipe, pois nele estão várias pessoas que FAZEM PARTE DE VERDADE da comunidade e que por conta disso possuem total espaço de fala para levantarem sua bandeira. Por conta disso, apenas o clipe da cantora será linkado neste post, afinal não podemos/devemos contribuir com o “Pink Money“! Biscoiteiros não passarão!

 

 

 

 

 

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