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Paco Álvarez fala sobre seu disco Canciones Desde Casa

Entrevistas

Paco Álvarez fala sobre seu disco Canciones Desde Casa

Canciones Desde Casa é a visão que Paco Álvarez tem da poesia. O projeto foi lançado no início de novembro em formato físico para o México, e nas plataformas digitais para o mundo.

Paco Álvarez leva os seus ouvintes aos cantos mais escondidos de suas almas, através de cenas poéticas que vão desde olhar com amor uma pessoa querida, narrar um amanhecer ou um voo de uma borboleta com uma asa machucada. Sentimentos que saíram de seu coração quando estava em casa, o único lugar onde ele se sente amado de verdade.

Canciones Desde Casa é o seu segundo disco de poemas cantados e ele vem acompanhado de grandes nomes da música latina, como Leonel García, que a princípio seria também o produtor do disco, mas por conta de sua volta ao Sin Bandera, não foi possível; e Dulce María, que além de ser sua musa inspiradora, também compartilha a música Deseo em um canto quase medieval.

Paco intima às pessoas que dedicam um tempinho a ouvir seus poemas ao mais profundo de seus sentimentos de uma forma bem diferente do que estamos acostumados na atualidade, o que a princípio causa um estranhamento, mas ao final Canciones Desde Casa realiza com louvor seu propósito que é levar a poesia aos mais jovens.

Conversamos com Paco que explicou melhor seu novo trabalho. Confira:

Foram quatro anos de produção de Canciones Desde Casa, como foi esse processo?

O processo foi bem lento. Eu tinha acabado de terminar o meu primeiro disco, Manual Para Olvidados, que tem muitas colaborações e não queria voltar a fazer isso, porque é demorado, e tem que esperar, e respeitar os horários livres dos meus companheiros. Mas eu já tinha as letras e esboços do que seria o segundo disco, mas fiz isso com muita calma, pois foi nesse mesmo momento que viajei por todo o México, filmando o país para promocionar o turismo local. E foi algo que me manteve ocupado durante dois anos. Em alguns momentos livres, nos aviões, nas viagens de um canto a outro, escrevia e anotava ideias.

Então quando, de fato, começou a sair Canciones Desde Casa do papel?

Depois de uma conversa com Leonel García, onde ele se mostrou interessado em produzir um disco completo de poemas e música. Mas a sua volta ao Sin Bandera não lhe permitiu produzir o que tínhamos planejado, e por isso só conseguimos fazer o feat, que foi o primeiro que gravei, em janeiro de 2016. Depois disso, as demais faixas foram gravadas mais rápidas, as demais colaborações foram fluindo. Só que no meio de 2016, comecei a escrever novos versos e notei que meus sentimentos iam para um caminho muito marcado, e, por isso, todos os versos de antes tive que deixar de lado e o disco tomou um novo rumo. O que resultou sendo Canciones desde Casa como conhecemos hoje.

Então, todas as letras são suas? Foi difícil escolher – entre tantas – apenas as dez que fazem parte do disco?

Todas as letras são minhas e as partes cantadas foram escritas pelos amigos que participam do disco. Escolher é de fato o mais difícil! Porque por serem versos, poesias, cada frase ou palavra tem que ter a ver com alguma emoção, tem que trazer recordações ou sentimentos atuais. Todos os poemas representam algo, é difícil decidir qual não tem que estar no produto final, mas acredito que as dez que estão no disco, são as que tinham que estar ali.

Você canta com Dulce María, Leon García, Miguel Inzunza, Juan Manuel Torreblanca e Luis Eduardo Aute. Como foi gravar com eles? 

Gravar com eles foi um enorme prazer. São grandes profissionais no que fazem, geniais e juntos temos uma sintonia incrível. Cada um deles têm um significado em minha vida, não são só meus companheiros no disco, são meus amigos, meus acompanhantes nessa jornada que chamados vida.

Mas se tivesse a oportunidade, cantaria alguma das outras canções com alguém mais?

Não! Acredito que os versos lidos e cantados sem colaborações nasceram assim, para estarem sozinhos.

E porque Canciones desde Casa, se chama Canciones desde Casa?

Depois de um tempo nesse mundo e de sofrer ou ter diferentes casos em sua vida emocional e pessoal, você percebe que a verdadeira casa é onde te amam de verdade. É dali de onde saem a maioria dos sentimentos que escrevo, do lugar onde me amam, dessa pessoa que acredita em mim, que me abraça diariamente e que me torna um homem melhor. Essas canções estão escritas desde a interpretação do meu coração diante esse presente. Por isso, Canciones desde Casa.

Canciones Desde Casa tem algum ponto completamente diferente do Manual Para Olvidados?

Sim, muitos! O primeiro foi uma viagem ao abismo, me jogar de uma montanha. No segundo disco eu já sai disso, olhei para o mundo e declarei a independência do meu ser e da liberdade da minha alma como minha principal bandeira.

E porque poemas cantados? Como chegou a esse projeto?

Escrevo poesia desde que era muito jovem, tenho duas antologias poéticas publicadas no México e uma na Espanha. Além do Manual Para Olvidados que é um poema, que vem acompanhando de um disco, como um plus. Desde sempre quis fazer algo pela poesia para que chegasse a mais pessoas, para que tivesse um maior alcance e que os jovens que não pudessem suportar a ideia de pegar um livro impresso e ler, pudessem escutar os poemas nos fone de ouvidos. Para que isso se tornasse realidade, tinha que colocar sentimento, e assim eu fiz, com música, para que ao final se transformassem em canções, em versos com músicas. Espero poder fazer isso varias vezes ainda. É a minha visão da poesia.

​O disco Canciones Desde Casa pode ser comprado no formato físico pelo site oficial do Paco, que encaminha para qualquer parte do mundo. E também pode ser ouvido pelas plataformas digitais:

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Jornalista, fã da cultura latina e apaixonada pela loucura que é viver em São Paulo, sem querer trocar isso por nenhuma calmaria, pois já vive trocando o português pelo espanhol no seu dia-a-dia.

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