Conversamos na última quinta-feira (7) com George Sants, que participou da edição do The Voice Brasil 2017, representando o estado de Sergipe no time de Ivete Sangalo.

George, um artista repleto de carisma e simpatia por onde passa, nos contou várias curiosidades e falou sobre seus próximos projetos após o renomado programa brasileiro.

Confira a entrevista completa:

Quando você descobriu sua paixão pela música?

Essa paixão pela música começou em casa, eu tinha costume de acordar todas as manhãs para ir à escola com minha mãe, que cantava alto pela casa e eu sempre ficava observando. Então esse encantamento com a música deu-se nesse contexto. Depois eu comecei a cantar na igreja, comecei a fazer coisas mais técnicas, as coisas foram crescendo e eu fui tendo um contato maior com a música.

Como foi a experiência de entrar no The Voice?

Você deve imaginar que é uma experiência bem diferente né? Principalmente para quem canta – como eu – em igreja, eventos pequenos, onde a proporção de visibilidade é restrita, ter participado e estado naquele palco como uma das melhores vozes, no começo fiquei assustado, mas depois veio a tranquilidade porque percebi que era uma porta bem grande. Fiquei muito feliz, muito emocionado, até eu entrar no palco para as audições às cegas eu não tinha noção do que estava acontecendo. Para mim foi surpreendente ter sido aprovado. Foi uma experiência muito boa!

Já fez testes para entrar em outro programa?

Não. Eu já participei de uns programas de televisão, mas nunca nessa dimensão que tem o The Voice, um concurso musical e programa em rede nacional. Foi a primeira vez, primeira vez que mandei um vídeo e já fui chamado.

Participaria de outros realitys?

Então, na verdade a minha motivação de ter mandado era justamente para ter um acréscimo de experiência em minha vida como cantor. Agora que eu já conheço o outro lado, eu participaria de apresentações, mas de competição.. não sei. A gente não sabe do futuro, mas essa experiência já foi suficiente para mim.

Muitos comentam sobre o carisma e a simpatia que transmite a baiana Ivete Sangalo. Como foi participar do time dela?

Ivete Sangalo é uma mulher muito experiente e essa experiência trás para ela um posicionamento diferente em relação aos outros artistas que estão começando. O que mais me surpreendeu ali, foi que nós fomos tratados – tanto eu, como os outros participantes – como cantores profissionais. Ivete é muito atenciosa, muito carinhosa! Como o programa é gravado, muita coisa da edição não vai ao ar. Ela falava para a gente não desistir após o programa, mas levar como uma forma de ampliar o nosso trabalho. Ela é realmente tudo aquilo que as pessoas vêem na televisão! E além de tudo é muito cheirosa (risos).

Após sua saída do programa, para quem vai sua torcida?

Eu acredito que se é um programa que busca uma voz, essa voz é a de Carol Biazin. Eu não diria que torço por ela, é um conjunto de coisas, mas eu ficaria muito feliz se ela ganhasse o programa, porque ela é uma instrumentista, é uma cantora, é uma estudante, ela tem beleza, ela tem simpatia, ela tem tudo que um artista precisa ter. Tem outros cantores que estão no programa que ao meu ver, também podem chegar à final porque são ótimos, mas Carol Biazin, ela tem o que né? Ela tem uma peculiaridade na voz dela, ela tem uma técnica refinada, então eu imagino que ela seja a campeã e ficaria muito feliz que ela fosse, mas não é exatamente uma torcida, é apenas pensando logicamente a respeito dos critérios que eu utilizaria no lugar de alguns dos técnicos de lá.

O que você falaria para as pessoas que também sonham em entrar para o programa e seguir uma carreira musical?

Então, eu posso aconselhar da mesma forma que eu já respondi a essa pergunta outras vezes em outras entrevistas. Às vezes a gente fica muito acomodado ou não muito conformado com a vida que a gente tem. Às vezes a gente acha que está num lugar pequeno, num lugar onde você não vai ter uma visibilidade, mas para quem busca arte precisa entender que talvez no lugar onde você esteja, a sua arte pode ser o que está faltando realmente no mercado, deixando esse pensamento de vitimismo, deixando esse pensamento pequeno, a gente pode ampliar os nossos desejos, os nossos sonhos e lutar pelo que a gente quer. Esse é o conselho que eu dou!

Você se arrepende de algo em relação ao The Voice?

É que assim, muitas pessoas acham que no programa são os participantes quem escolhem as músicas, na verdade a gente escolhe em parceria com os produtores. No meu ver, eu pensaria em cantar uma outra música na segunda fase. Se eu pudesse voltar no tempo, escolheria uma outra música.

Você passou muita serenidade em suas apresentações. Qual o segredo de sempre manter a tranquilidade?

Eu sempre fui muito acostumado a cantar em público e a falar principalmente. As pessoas acham que falar é mais fácil que cantar, para mim, cantar é mais fácil por uma série de questões. Falar, eu sempre falei muito! Eu era aquele aluno que sempre ia apresentar os trabalhos da turma e falava bastante, na igreja eu falava bastante, então isso me ajudou muito no que eu faço, fora que eu entrei no The Voice e eu tinha um pensamento, queria só mostrar o meu trabalho, então não fui com um pensamento maior do que eu podia para aquele momento, justamente porque eu não queria me frustrar caso eu não conseguisse. Na hora das audições às cegas eu pensava assim: “Se eu conseguir subir aqui já vou ser vitorioso, se eu virar uma cadeira já vou ser vitorioso“. Até que as quatro cadeiras viraram. Então assim, eu já tinha alcançado mais um objetivo do que eu imaginava. Era isso, o segredo da minha tranquilidade era pensar, colocar um objetivo do tamanho que eu podia alcançar e alcançando esse, ia ampliando o que eu queria e isso de certa forma não me trouxe nenhum tipo de frustração, então eu consegui colocar essa tranquilidade no meu jeito de cantar.

PING PONG COM GEORGE SANTS

Um cantor nacional que você curte?
Leonardo Gonçalves
Um cantor internacional?
Bruno Mars
Um sonho?
Viver o amanhã
Uma música que não pode faltar em sua playlist?
Drag me Down (One Direction)
Uma palavra que defina seus fãs?
Carinho
2017 em uma palavra?
Surpreendente

Quais são os seus planos para o próximo ano?

Em 2018, quero continuar trabalhando com música, mas quero também empreender. Tem algumas coisas pessoais que quero fazer não ligadas à música, mas ligado à música eu estou para gravar um electro acústico agora para o Youtube no dia 10 de janeiro. Estou ensaiando e já estamos na fase de pré-produção, e vou fazer uma série no Youtube! Lançarei mensalmente as músicas do electro acústico que eu vou gravar. Com o resultado desse electro acústico vou pegar algumas músicas e lançar nas plataformas digitais e lá para o meio do ano vou pensar em um EP, alguma coisa nesse sentido.